Divergente, de Veronica Roth

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Divergente

Ficha técnica do livro Divergente

Título: Divergente

Autor: Veronica Roth

Tradutor: Alexandre Raposo

Editora: Rocco

Ano: 2015 – 1ª edição (1 setembro 2015)

Gênero: Literatura e Ficção » Ficção

Páginas: 1816



Resenha dos livros da Serie Divergente

Divergente é uma trilogia que fala sobre uma sociedade distópica, a personagem principal tem 16 anos e precisa arriscar sua vida para enfrentar um governo tirano que esconde informações da população. Nesse momento você deve estar se perguntando: “mas peraí, essa não é a história de Jogos Vorazes?”. Pois eu pensava a mesma coisa, até que resolvi dar uma chance. E querem saber? Não me arrependi em nenhuma página!

O primeiro livro, Divergente, que dá nome à trilogia, já começa nos apresentando uma Chicago futurista, que foi obrigada a reorganizar seu sistema após sucessivas guerras entre a humanidade. Essa nova sociedade divide seus moradores em cinco facções, e cada uma dessas facções culpa uma característica humana pelas desgraças que ocorreram. A Abnegação culpa o egoísmo humano, e portanto acredita que as pessoas devem se doar umas às outras, anulando qualquer ato que não sirva para o bem comum (isso inclui até mesmo se olhar no espelho). A Erudição culpa a falta de conhecimento e inteligência das pessoas, defendendo que a vida deve ser dedicada ao aprendizado e à ciência. A Franqueza considera que a falta de honestidade leva aos piores caminhos, e portanto valoriza a sinceridade acima de tudo, doa a quem doer. A Amizade culpa a falta de bondade e compreensão, pregando a gentileza e evitando o conflito entre as pessoas a qualquer custo. Por último, mas não menos importante, a Audácia despreza a covardia, valorizando a bravura acima dos demais atributos.

A história é narrada em primeira pessoa por Beatrice Prior, uma garota de 16 anos da Abnegação que está há alguns dias da cerimônia de escolha de facção, onde decidirá se quer permanecer com sua família ou se seguirá seu próprio caminho em outra facção. Assim como os demais jovens de sua idade, ela passa por uma espécie de teste de aptidão, que revelará em qual das cinco facções ela se encaixa melhor. Ao final da prova, Beatrice recebe um resultado um tanto inesperado: ela possui aptidão não somente para uma, mas para três facções. Isso a caracteriza como uma Divergente: em outras palavras, uma pessoa que está fora das regras e do comportamento esperado pelo governo totalitário que comanda a cidade.

Divergente possui uma narrativa dinâmica, com muitos diálogos e cenas de ação que me deixaram tão ansiosa que eu prendia a respiração para ler. Gostei muito de como a personagem principal é desenvolvida e amadurece ao longo da história. Beatrice se torna uma pessoa mais forte, física e psicologicamente, mas seu crescimento é acompanhado de conflitos internos e externos igualmente maiores.

Como a maioria das trilogias jovem-adulto, existe um romance em Divergente. Mas deixe seus preconceitos de lado, pois o casal, além de extremamente fofo, se questiona com frequência sobre qual a dominação que podem estar exercendo um ao outro, e tratam de desfazer esses males o quanto antes. Essa representação de igualdade dentro de um relacionamento é muito importante, na minha opinião, principalmente em se tratando de um livro voltado para o público jovem.

Adquiri o box com os três volumes de Divergente e minha ideia era ler os livros com um certo espaço de tempo entre cada, até porque minha lista de leituras pendentes só cresce. Acabei lendo todos em uma só tacada, porque não conseguia abandonar a aventura, além de não querer me separar dos personagens. Recomendo para todos que buscam uma história cheia de reviravoltas e que reflete sobre temas pertinentes à nossa realidade – com uma protagonista mulher forte e que está servindo de exemplo para várias meninas por aí.

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