Personagens preferidos – Especial: Toda luz que não podemos ver

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Dando continuidade à nossa semana especial de Toda luz que não podemos ver, hoje vou falar sobre meus personagens preferidos e por que eles me emocionaram a ponto de escrever um texto sobre eles. Para ser sincera, o que não falta em Toda luz que não podemos ver são personagens incríveis, mas escolhi apenas dois para não estragar a surpresa de vocês durante a leitura.

Se você chegou até aqui e não está entendendo muita coisa, considere ler a resenha de Toda luz que não podemos ver antes de continuar (você vai adorar, garanto)!

A primeira personagem que escolhi falar sobre se chama Madame Manec. Madame é governanta na casa do tio-avô de Marie-Laure em Saint Malo, cidade para onde a menina e seu pai fogem após o primeiro bombardeio alemão em Paris. Mesmo em meio a um regime rígido por parte dos soldados alemães que ocupavam a cidade, Madame dá o seu máximo para que essas mudanças não sejam sentidas por Marie-Laure e Etienne. Através de suas amizades na vizinhança, Madame Manec consegue algumas comidas escassas na época, além de informações sobre possíveis movimentações dos soldados alemães.

E é organizando esse grupo de amigas que Madame Manec transforma-se de governanta para uma verdadeira rebelde. Se tem uma coisa que Madame me ensinou é que não importa o seu tamanho perante um sistema, você sempre pode fazer a diferença! Com pequenas porém intrincadas ações, Madame Manec dá um jeito de levar esperança para muito além dos limites de sua casa.

O segundo personagem é o menino Frederick, colega de quarto de Werner em Schulpforta. Frederick não possui o menor jeito para o exército, mas é obrigado a servir por conta de seu pai, que é envolvido com política. Frederick vem de uma família abastada, e mesmo sua boa condição financeira não facilitou sua vida na época da Segunda Guerra. Isso me fez pensar, e considerando a densa pesquisa feita pelo autor para escrever a obra, que ninguém escapava da lavagem cerebral feita pelos nazistas.

Eu tenho um grande apreço por pássaros, e esse foi um ponto com o qual me identifiquei diretamente com Frederick. Ele conseguia distinguir a espécie dos pássaros apenas pelo seu canto, e utilizava esse hobby para que seus dias em Schulpforta fossem menos insuportáveis. O final de Frederick é um dos mais emocionantes, mas vou parar por aqui, pois estou contando com a leitura de vocês, hehe!

Boas leituras!

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