Piano vermelho, de Josh Malerman

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Piano vermelho

Ficha técnica do livro Piano vermelho

Título: Piano Vermelho

Autor: Josh Malerman

Tradutor: Alexandre Raposo

Editora: Editora Intrínseca

Ano: 2017

Gênero: Ficção

Páginas: 320



Resenha do livro Piano vermelho

Já falei diversas vezes por aí que Caixa de pássaros foi o livro que li mais rápido em toda a minha vida. Concluí a leitura em apenas cinco horas e lembro que nem ao menos levantei nesse meio tempo. A história me prendeu de uma maneira que passei a admirar o estilo de escrever suspense de Josh Malerman e, desde que a Editora Intrínseca anunciou que o autor estava escrevendo seu novo livro, passei a aguardar ansiosa pela obra. Piano vermelho chegou aqui em casa há alguns dias e, como era esperado, eu fui correndo devorá-lo.

Piano vermelho conta a história de Phillip Tonka, um homem que se encontra em uma cama de hospital e que está tão debilitado que não consegue se mexer de maneira alguma. Em seus pensamentos, Phillip nos conta sobre um misterioso som, que seria a causa de seus ferimentos misteriosos. Sim, você não leu errado: um som.

Os capítulos no hospital são intercalados com os capítulos do passado, que nos explicam o que raios era esse som que deixou o corpo do protagonista completamente destruído. Descobrimos que Phillip fazia parte da banda de rock The Danes, responsável por grandes hits na época. Descobrimos também que estamos ambientados em um cenário pós Segunda Guerra Mundial e que a The Danes foi enviada pelo exército para o deserto do Namibe, na África, para descobrir a origem do tal som misterioso.

O perigo começa quando Phillip percebe que o Dr. Szands, médico psiquiatra responsável pela sua recuperação, parece estar escondendo algo, apresentando um comportamento nada convencional para um profissional. Em contrapartida, a enfermeira Ellen, responsável pelos cuidados de Phillip, se mostra uma grande amiga e aliada, auxiliando nosso protagonista a ligar os pontos do mistério envolvendo o hospital e do som aterrorizante que destruiu seu corpo.

Os capítulos de Piano vermelho são curtos e misturam passado e presente na apresentação dos acontecimentos, o que garante ao livro um ritmo acelerado, deixando o leitor sedento para saber como as peças desse quebra-cabeça se encaixarão. A sensação de que Phillip está sendo observado a todo momento confere um toque de claustrofobia, familiar para quem conheceu o estilo do autor através de Caixa de pássaros.

A maneira como Josh Malerman resolveu o enigma criado em Piano vermelho, no entanto, acabou por prejudicar minha experiência com o livro. A grande quantidade de explicações sobre a origem do som ouvido por Phillip acaba tirando o caráter aterrorizante da história e transformando-a em uma narrativa conspiratória com um quê de sobrenatural. Mas vou parar por aqui para não revelar mais detalhes, já que não quero estragar a experiência de leitura de ninguém!

Boas leituras!

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